Day 9 – Studio and Flea MarketDia 9 – Estúdio e Feira da Ladra

Conversa com Fernanda Fragateiro no café do Largo. Fernanda participa do workshop como artista portuguesa convidada e nos apresenta trabalhos e projetos de intervenções em espaços públicos e instituições de arte. Um extrato de sua obra que também se compõem de esculturas, instalações e desenhos. Na fala, neste contexto de Xérem, a artista abordou seu interesse na pesquisa das relações entre arquitetura e subjetividades sociais. O projeto desenvolvid no marco desta residência também será apresentado ao público no Open Day.

ShadowSombra


Shadow: the place where memory lives , a place withouth name, a fixed place, mobile, changable, where the past, present and future collide

A sombra: o lugar onde a memória reside, um lugar sem nome, sem espaço, fixo, móvel e mutável, onde o passado, presente e futuro se confrontam

Day 8 – Working at the studioDia 8 – Trabalho no estúdio


Hospital do Desterro
Entre as ruas do Desterro e Nova do Desterro está a entrada para o edifício de grandes dimensões, até pouco tempo abandonado. O hospital do Desterro era especializado em doenças de pele e por ironia ou destino está se descamando. Encontra-se agora em plena restauração e remodelação interna. Através da mediação do Largo de Residências, conseguimos autorização para uma visita junto ao arquiteto responsável pela reforma. Apesar da rápida entrada, soubemos que, no passado, foi um convento e no futuro parece que vai virar um hotel e abrigar algumas oficinas de trabalho. Nada muito distante da trajetória comum a de outras zonas como esta do Intendente que passam por processos gentrificantes e que anulam a importância das relações comunitárias entre vizinhos e estruturas de serviço do bairro. Exemplos que se repetem em muitos outros países pelo mundo.

Day 7Dia 7

Visiting artist Cristina Ataíde studio.

Visita ao atelier da artista Cristina Ataíde.

Pic-nic de domingo no atelier de Cristina Atraíde. A artista gentilmente nos recebeu para uma conversa em meio a natureza, no Parque da Tapada da Ajuda. Tarde de sol, finalmente, e banquete vegetariano. Nada melhor para se recompor da 1ª semana de residência e dar as boas vindas aos próximos dias de trabalho.

ProtodiagramProtodiagrama

01 c ribas_proto diagrama

Protodiagrama Um grupo de conceitos em relação formam um protodiagrama. Ele efetua em meu processo de investigação parte do que chamo detrabalho dos diagramasno intuito de criar cartografias singulares a partir de experiências de pessoas com as quais me relaciono e que são convidadas a participar. O protodiagrama tem o intuito de mobilizar práticas, criar tensões entre modos de fazer, congujarsaberes, compartilhar apreensões, entre outras operações. Ele é parte de um estado de crise, complexidade (e senão de perplexidade) diante das condições de produção atuais, complexidade que, percebo, se expressa na produção ela mesma e na singularidade das vidas que mobilizam a produção.

O protodiagrama é o posicionamento de conceitos em uma superfície plana temporária (virtual ou impressa). Ele pretende criar tensões em um espaço abstrato porém material, que é tomado como espaço da subjetividade. O proto diagrama começou a ser elaborado como parte de minhas anotações pessoais, pesquisando a prática de outros artistas e grupos, e tem por intuito construir um espaço de trabalho coletivo, sobre o qual podemos nos debruçar e propor as nossas relações e análises entre os conceitos a partir de nossas práticas.

Pensando a partir de algumas das ferramentas comuns e das condições de produção do campo de produção artístico, algumas perguntas que mobilizam o encontro são como produzimos hoje?, como agenciamos e coletivizamos o que produzimos?

O proto-diagrama não é plano deveria ser visto mais como uma nuvem que, movendo-se, muda sua forma. Você pode perceber dois grandes grupos de conceitos, um localizado à esquerda, outro à direita. Com a organização dos conceitos em dois quase-grupos desejo provocar confronto entre um e outro, pensando que ao colocar um “encarando” o outro, não significa que quero constituir um modo dual de produção, ou uma negatividade. O que quero é abrir espaço para um debate sobre o que se encontra (e como), o que se diferencia, o que foge e o que cria possibilidades, espaços, modos, subjetividades. Os modos de produção mobilizam modos de vida, de saber, de realidade. Os modos de produção constituem à sua maneira processos estéticos (leia-se processos de constituição de realidade) …

Cristina Ribas

Day 6Dia 6

At Kunsthalle Lissabon.

At the The Barber Shop.

Having dinner.

Na Kunsthalle Lissabon.

Manhã de sábado na feira da Ladra, tradicional mercado das pulgas de Lisboa. Além de ótimo lugar para passeio, a ida à feira foi útil para alguns artistas que lá encontraram materiais para seus projetos.

Pela tarde, fomos visitar Kunsthalle Lissabon, espaço independente localizado na Avenida Liberdade. Novamente, à convite e mediação do curador Bruno Leitão, conversamos com os coordenadores João Mourão e Luís Silva, que apresentaram a proposta de trabalho do espaço e também a exposição em cartaz Memorial for intersections da artista argentina Amália Pica.

Em seguida, encontro na carpintaria com o curador da Fundação Caixa Geral de Depósitos Culturgest, Miguel Wandschneider, para conversa sobre prática curatorial, instituição e publicações em Portugal.

Noite de sábado por conta de jantar no chinês clandestino e after sabe-se lá onde….

Na The Barber Shop.

A jantar.